BICICLETAS BRANDANI

BICICLETAS BRANDANI
A bicicleta Brandani surgiu em 1974, quando um dos quatro sócios da fábrica ribeirão-pretana, Sérgio Brandani, foi ao Japão em viagem oferecida pela Yamaha, e viu por lá o início do planejamento da bicicleta. Mas a Brandani conseguiu lançar antes.
BICICLETAS BRANDANI
Para conseguir fabricar a bicicleta, os empresários compraram a fábrica Roles, que tinha mais de 25 anos de mercado em São Paulo, e a transferiram para Ribeirão. A produção começou em 1976, com a Bikendur, mas a Brandani produziu cerca de 300 mil bicicletas até 1981. Foram lançados 12 modelos que viraram paixão e até hobby de colecionador. “Se encontrar uma à venda, eu compro”, diz Victor Brandani.
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Foram fabricados modelos de cinco e dez marchas, monaretas e até uma dobrável, que cabia em uma pasta 007, muito usada na época. Uma das características das bicicletas era resistência. O quadro tinha uma espécie de cachimbo para que os tubos não fossem soldados um no outro, mas encaixados antes. Da fábrica nasceram pequenas indústrias de “fundo de quintal”, tanto que o kit da marca continuou a ser produzido por mais quatro anos após a venda da fábrica. Além de competir com força no mercado, a bicicleta foi o primeiro passo para o lançamento de ciclomotores, que foram produzidos até 1999.
BICICLETAS BRANDANI
No pico de produção, a fábrica chegou a produzir 8 mil unidades por mês, e incomodava o mercado. O principal cliente era o Mappin. Segundo Sérgio, além dele havia mais três sócios: o pai, Sílvio Brandani, o tio Hugo Brandani e Nelson Camei, o único que não era da família. E o fim da empresa foi determinado principalmente pela morte de Camei, em março de 1981, em acidente automobilístico.
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“Os diretores da Caloi vieram para o velório e duas horas após o sepultamento a empresa já era dona da Bicicletas Brandani”, lembra Sérgio. Mas a venda foi também em consequência das dificuldades enfrentadas pela indústria de Ribeirão, proporcionadas pela própria concorrente.

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